A agenda 2011 do/a Assistente Social, organizada pelo CFESS, tem como eixo o tema da Ética e comemora os 18 anos do Código de Ética Profissional e da Lei de Regulamentação, considerados marcos jurídicos e ético-políticos para o Serviço Social. Inspiramo-nos na Sétima Arte, na poesia e nos posicionamentos políticos públicos do CFESS para enaltecer os princípios fundamentais do Código de Ética e, também, para registrar a complexidade dos temas com que se deparam os/as profissionais no cotidiano. Nas divisórias de cada mês e nas páginas internas da agenda, a expressão oferecida pelos filmes se soma aos extratos de textos - cuja reflexão inspirou e contribuiu nos debates e formulação do Código de Ética e da Lei de Regulamentação - e estão publicados no Livro ?Serviço Social e Ética (1996)?. A estes extratos se agregam também poesias e fragmentos de posicionamentos políticos contemporâneos do CFESS, publicizados em seus canais de comunicação. O passado e o presente se amalgamam na reafirmação da atualidade do nosso Código de Ética e Lei de Regulamentação, 18 anos depois. Por isso, nosso desejo é que esta agenda registre a homenagem do Conjunto CFESS-CRESS a todos/as aqueles que constroem cotidianamente o Serviço Social e fazem desta profissão um coletivo profissional comprometido com a emancipação humana, entendida como possibilidade histórica de construção de uma sociabilidade em que a vida não seja coisa, não seja mercadoria. www.cfess.org.br A agenda 2011 do/a Assistente Social, organizada pelo CFESS, tem como eixo o tema da Ética e comemora os 18 anos do Código de Ética Profissional e da Lei de Regulamentação, considerados marcos jurídicos e ético-políticos para o Serviço Social. Inspiramo-nos na Sétima Arte, na poesia e nos posicionamentos políticos públicos do CFESS para enaltecer os princípios fundamentais do Código de Ética e, também, para registrar a complexidade dos temas com que se deparam os/as profissionais no cotidiano. Nas divisórias de cada mês e nas páginas internas da agenda, a expressão oferecida pelos filmes se soma aos extratos de textos - cuja reflexão inspirou e contribuiu nos debates e formulação do Código de Ética e da Lei de Regulamentação - e estão publicados no Livro ?Serviço Social e Ética (1996)?. A estes extratos se agregam também poesias e fragmentos de posicionamentos políticos contemporâneos do CFESS, publicizados em seus canais de comunicação. O passado e o presente se amalgamam na reafirmação da atualidade do nosso Código de Ética e Lei de Regulamentação, 18 anos depois. Por isso, nosso desejo é que esta agenda registre a homenagem do Conjunto CFESS-CRESS a todos/as aqueles que constroem cotidianamente o Serviço Social e fazem desta profissão um coletivo profissional comprometido com a emancipação humana, entendida como possibilidade histórica de construção de uma sociabilidade em que a vida não seja coisa, não seja mercadoria. www.cfess.org.br agenda 2011 :: assistente social Agenda 2010 :: Assistente Social Código de Ética e Lei de Regulamentação: 18 anos em movimento Uma publicação do Conselho Federal de Serviço Social - CFESS Gestão 2008-2011: Atitude Crítica para Avançar na Luta Setor Comercial Sul - Quadra 02, Bloco C, Ed. Serra Dourada, salas 312/318. Brasília - DF - Brasil CEP 70300-902 :: Fone ++ 55 (61) 3223-1652 :: Fax ++ 55 (61) 3223-2420 cfess@cfess.org.br :: www.cfess.org.br Diretoria Presidente :: Ivanete Salete Boschetti (DF) Vice-presidente :: Sâmbara Paula Francelino Ribeiro (CE) 1ª Secretária :: Tânia Maria Ramos de Godoi Diniz (SP) 2ª Secretária :: Neile d?Oran Pinheiro (AM) 1ª Tesoureira :: Rosa Helena Stein (DF) 2ª Tesoureira :: Telma Ferraz da Silva (BA) Conselho Fiscal Silvana Mara de Morais dos Santos (RN) Pedro Alves Fernandes (MG) Kátia Regina Madeira (SC) Conselheiros(as) suplentes Edval Bernardino Campos (PA) Rodriane de Oliveira Souza (RJ) Marinete Cordeiro Moreira (RJ) Kênia Augusta Figueiredo (MG) Erivã Garcia Velasco (MT) Marcelo Sitcovsky Santos Pereira (PB) Maria Elisa dos Santos Braga (SP) Maria Bernadette de Moraes Medeiros (RS) Marylucia Mesquita Palmeira (CE) :: expediente :: Realização, projeto editorial e seleção de textos :: Comissão de Comunicação Kênia Augusta Figueiredo (coordenadora); Ivanete Salete Boschetti; Maria Bernadette de Moraes Medeiros; Marylucia Mesquita Palmeira; Silvana Mara de Morais dos Santos. Assessoria de comunicação e revisão de textos Diogo Adjuto - JP/DF 7823 Rafael Werkema - JP/MG 11732 Pesquisa editorial, seleção de textos e de filmes :: Mione Apolinario Sales Projeto gráfico, editoração eletrônica e ilustrações :: Rafael Werkema (rafawm@gmail.com) Esta agenda foi impressa em outubro de 2010 em Contagem - MG - Brasil agenda 2011 :: assistente social :: apresentação :: Código de Ética e Lei de Regulamentação: 18 anos fazendo companhia aos assistentes sociais. Esta história dá um filme! Como diria o poeta português Fernando Pessoa, por intermédio da pena do seu heterônimo, Alberto Caeiro, ?o amor é uma companhia. Já não sei mais andar só pelos caminhos?. Pensamos que a ética - como reflexão cotidiana sobre os desafios e impasses profissionais, assim como sobre as melhores soluções e respostas - instiga, fortalece, se necessário, acalma e convida para a luta como o amor. Falamos aqui do amor libertário que emancipa, questiona, transforma e faz pulsar a vida. Dentro dessa perspectiva, a ética serve de companhia nos momentos mais agudos de indagação solitária relacionados à práxis profissional, porque clareia e ilumina o fazer cotidiano por dentro, como convicção política e subjetiva, logo, ao mesmo tempo, individual e coletiva. Não instaura, pois, nenhum tipo de dependência, visto que requer liberdade e autonomia nos posicionamentos profissionais que se adensam à luz da direção social, expressa pelos princípios que fundamentam o leque de direitos e deveres do assistente social. Eleger, assim, o tema da ética como eixo da Agenda 2011, para fins de comemoração do Código de Ética de 1993 e da Lei de Regulamentação Profissional (Lei 8.662/1993), é uma forma de propor aos/às assistentes sociais, ao longo de um ano, a boa companhia de que falava Vinícius de Moraes: ?eu não ando só, só ando em boa companhia?. A categoria, representada por suas entidades - Conjunto CFESS-CRESS e ABEPSS - e em debate nacional, conseguiu, a partir do emblemático ano de 1993, aprovar, divulgar e implementar um novo marco jurídico e ético-político para a nossa profissão. Passaram- se assim, desde então, 18 anos. Anos que não foram de chumbo. Aqueles lá marcaram o Código de Ética de 1986. Essa última década e meia não foi, porém, menos dura. Se a Virada de 1979 proveu à categoria uma dose substantiva de ideais democraticamente renovados e fôlego crítico e prático para muito mais de um decênio, nem por isso o embate - antes e depois da virada do milênio - contra o neoliberalismo e seu rastro de destruição da sociabilidade e do aparato do Estado foi menos tenso e intenso. Na verdade, o princípio ontológico modernista, ?tudo que é sólido desmancha no ar ?(Marx & Engels), nunca pareceu tão aterrador. Uma profissão que é conclamada, pois, dia após dia, muitas vezes ao dia, durante praticamente trezentos e sessenta e cinco dias por ano a saciar sedes, fomes, cansaços, desespero, esperas e esperanças, não pode deixar de exclamar, como diria o poeta alagoano Djavan: ?sabe lá o que é não ter e ter que ter pra dar?? agenda 2011 :: assistente social :: apresentação :: Respondemos, porém, não no singular, ?Só eu sei?, mas no plural: nós sabemos! O enfrentamento sensível e corajoso das múltiplas refrações da questão social requisita, sem dúvida, um suporte teórico-político e uma qualificação ética que a categoria dos/as assistentes sociais, felizmente, se propôs construir - o que aqui se comemora - no início da década de 1990. Trata-se, assim, no contexto do atendimento aos usuários, de um movimento também de educação popular para emanciapação política e humana, pois não cabe ao/à assistente social atuar exclusivamente na mediação do acesso às políticas e aos programas sociais. Os usuários são sujeitos em potencial da história e têm, como um dos pressupostos da democracia e da liberdade, o direito à informação. Atuar criticamente na perspectiva da socialização da informação e fortalecimento das lutas sociais, a partir do âmbito da nossa ação profissional, é, seguramente, uma via fecunda de fortalecimento do projeto de emancipação das classes trabalhadoras. ?A vida não é filme?, cantava-se nos anos 80. Se olharmos, porém, com atenção para o passado, bem como no âmago do nosso presente, e fomentarmos ainda novas e velhas utopias, podemos constatar que, inúmeras vezes, momentos candentes da questão social e da nossa história política foram cuidadosamente representados nas telas do cinema. Por isso, nos inspiramos na Sétima Arte, na poesia e nos posicionamentos políticos públicos do CFESS para enaltecer os princípios ético-políticos presentes no Código de Ética e, também, para registrar a complexidade dos temas com que se deparam os/as profissionais no cotidiano. Eis, portanto, um pequeno panorama, em 12 homenagens, mês a mês - apenas a sugerir os inúmeros ?fotogramas? (negativos) que compõem a película do desafio das competências e atribuições privativas do/a assistente social. Esta constitui, assim, uma homenagem dupla: aos/às profissionais de Serviço Social e à cultura. E mais precisamente, diríamos, tripla, pois essencialmente dirigida aos sujeitos sociais que fizeram e fazem a vida real. Nessa direção, o Conjunto CFESS-CRESS homenageou, em 1997, também a propósito do Código de Ética, o sergipano, radicado no Rio de Janeiro, falecido artista plástico e paciente da Colônia Juliano Moreira, Artur Bispo do Rosário. Dessa feita, quem brilha em nossa agenda é a trabalhadora, catadora de lixo e usuária dos serviços de saúde mental, retratada no belo filme ?Estamira ? (2004), de Marcos Prado. Mulher, pobre e negra, com uma trajetória representativa de inúmeras brasileiras vítimas de violência, da solidão a dois e da condição de mulheres chefes de família, Estamira sobressai porque é dotada de uma sagacidade e criatividade que impressionam em meio aos seus delírios. As escolhas sempre têm consequências, como se discute e se aprende nas aulas de ética. Estamira não teve medo de amar nem tampouco de enfrentar sozinha e com coragem a criação dos filhos. Ademais, briga por sua coerência pessoal e liberdade em meio à luta agenda 2011 :: assistente social :: apresentação :: de deuses e demônios que sacode as periferias brasileiras muitas vezes agonizantes de direitos elementares de cidadania. Estamira não se mostra ao primeiro olhar. Temos todos que apurar a vista para desvendar o mistério do poema humano que consiste essa personagem-viva, com sua desconcertante sabedoria, rebeldia e (im)pertinentes indagações filosóficas. Este filme, símbolo paradoxal da liberdade, é um convite irrecusável para que ultrapassemos as lentes do senso comum, que tantas vezes reduzem o brilho dos que têm menos sob o pretexto também de que sabem menos. Um convite para ultrapassar o império do visível, onde, num primeiro plano, pensa-se ver apenas morte, lixo e loucura. Estamira, embora ame o seu trabalho, reconhece e denuncia a nova escravidão contemporânea, a que são condenados os que têm que se ocupar das raspas e restos da sociedade de consumo - a sociedade do capital. A câmera acelera e faz desfilar pelo corpo da agenda outros filmes que encheram salas e marcaram ética e esteticamente o povo brasileiro : ?Carandiru? (2002), infelizmente, mostra que o final da ditadura militar iria revelar outras chagas que amargavam nos seus porões, como a brutalidade policial e a estrutura violenta e apodrecida das prisões brasileiras, dando a ver os imensos desafios dos direitos humanos em nosso país; ?Peões? (2004), filme que conta como o novo sindicalismo, no campo e na cidade, foi, desde fins dos anos 70, fundamental para a definição do que se consubstanciou como cidadania ativa, isto é, um novo estatuto da participação política; ?Que bom te ver viva!? (1989), uma história que registra com beleza a experiência de mulheres que foram presas políticas e lutaram ardorosamente pela democracia. Ainda no movimento das câmeras, passamos por ?Cidade dos Homens? (2007), que toca em outras feridas, dessa vez urbanas, as quais expõem também um mapa da cor da desigualdade, na medida em que evidencia que a população dos morros e periferias é hegemonicamente parda e negra. Como elemento de esperança, a juventude, embora esteja no centro das transgressões e da revolta local, pode também ser protagonista da construção criativa de respostas e lutas por justiça social. ?Macunaíma? (1969) é um clássico literário modernista de 1928 transformado em filme. Vê-se ali uma antecipação simbólica da agenda de direitos do século XXI, em especial os que dizem respeito às diferenças e à diversidade. ?Janela da alma? (2002) é um documentário brasileiro extremamente poético e universal, que fala do olhar e da multiplicidade de visões de mundo, sem perder o fio da meada e, diríamos melhor, a direção social. Homenageamos por meio dele o pluralismo, tendo como eixo a liberdade como motor do trabalho crítico e criativo; ?Olga?(2004) é mais uma produção brasileira que mostra que a questão social e os desafios de organização da classe trabalhadora agenda 2011 :: assistente social :: apresentação :: são internacionais, donde essa bela ode à história de uma mulher, que como Rosa Luxemburgo, não separou o amor da utopia e lutou por ordem societária. ?O Sonho de Rose? é um filme que fala da luta pela terra e denuncia a concentração da propriedade e a violência contra os trabalhadores. Mostra, sobretudo, como não basta ?redistribuir? terra, se não se garante as condições objetivas necessárias para o seu cultivo. Nas entrelinhas, o filme nos apela a materializar o princípio do nosso Código de Ética, de articulação com movimentos sociais como condição para fortalecimento das lutas sociais; ?Norma Rae? (1979) é uma bela fita americana que conta a história de uma operária têxtil, a simbolizar a capacidade de resistência social, a luta pelo direito ao trabalho e o compromisso com a qualidade dos serviços prestados; e por fim, ?Morango e Chocolate? (1994), depois de um roteiro cinéfilo quase integralmente em cores tupiniquins, fecha o ciclo de imagens (po)éticas falando de cultura, indivíduo, socialismo, liberdade, mais todas as contradições humanas e aspirações socialmente elevadas que carregam em seu bojo. Assim, se abrimos o convite à leitura da Agenda 2011 pelo viés do amor libertário, encerramo-la com uma homenagem à amizade, pois essa ficção internacionalista (vários países participaram da sua produção) é um libelo no combate aos preconceitos, um apelo em chave latino-americana a não discriminar nem ser discriminado. Nas divisórias de cada mês e nas páginas internas da agenda, a expressão oferecida pelos filmes se soma aos extratos de textos - cuja reflexão inspirou e contribuiu nos debates e formulação do Código de Ética e da Lei de Regulamentação - e estão publicados no Livro ?Serviço Social e Ética (1996)?. Com essa opção editorial queremos registrar, também, nossa homenagem àqueles/as que forneceram elementos teóricos para a construção coletiva desses marcos legais. A estes se agregam poesias e fragmentos de posicionamentos políticos contemporâneos do CFESS, publicizados em seus canais de comunicação. O passado e o presente se amalgamam na reafirmação da atualidade do nosso Código de Ética e Lei de Regulamentação, 18 anos depois. Desejamos, fortemente, que esta agenda registre a homenagem do Conjunto CFESS- CRESS a todos/as aqueles que constroem cotidianamente o Serviço Social e fazem desta profissão um coletivo profissional comprometido com a emancipação humana, entendida como possibilidade histórica de construção de uma sociabilidade em que a vida não seja coisa, não seja mercadoria. Conselho Federal de Serviço Social - CFESS Gestão Atitute Crítica para Avançar na Luta (2008-2011) liberdade 1º princípio Reconhecimento da liberdade como valor ético central e das demandas políticas a ela inerentes - autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais. ?É polêmica a afirmação de que a minha liberdade acaba quando começa a do outro. Esta é uma ideia absolutamente contrária à de um projeto politico social transformador, pois é individualista.(?) Para quem tem projeto político social, a minha liberdade acaba quando acaba a do outro. Se algum homem não é livre, nenhum homem é livre. A liberdade não é um problema individual, como a ética também não.(?) A humanidade só sera livre se todos os homens o forem?. :: Mario Sergio Cortella :: (Livro Serviço Social e Ética, 1996) direitos humanos 2º princípio Defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbítrio e do autoritarismo. ?Os direitos constitucionais são rasgados dia-a-dia pela força imperiosa do capital que, na perspectiva da garantia do seu projeto de acumulação e coisificação do humano, reproduz uma sociabilidade desigual, patriarcal, sexista, racista e homofóbica. As formas de dominação vivenciadas pelos segmentos explorados e oprimidos socialmente estão além dos julgamentos moralistas. (?) Desafios que se apresentam como a necessidade da reflexão crítica dos Direitos Humanos com vistas a superar a concepção liberal que redunda, na maioria das vezes, na sua defesa formal e abstrata?. :: CFESS Manifesta, 2008 :: cidadaniacidadania 3º princípio Ampliação e consolidação da cidadania, considerada tarefa primordial de toda sociedade, com vistas à garantia dos direitos civis, sociais e políticos das classes trabalhadoras. ?O Brasil possui uma das mais elevadas taxas de concentração de renda, riqueza e propriedade do mundo. O enfrentamento e a ruptura com a desigualdade estrutural, reiterada e banalizada, só é possível com a superação da condição que produz essa desigualdade: a apropriação privada da riqueza socialmente produzida. Defendemos a universalização dos direitos como mediação na luta pela socialização da riqueza e superação da desigualdade. (...) Nós, assistentes sociais, não só acreditamos na possibilidade histórica de construção de uma sociabilidade não capitalista, como lutamos cotidianamente pela garantia e ampliação de direitos, trabalho e radicalização da democracia. E trabalhamos em diversos espaços sócio-ocupacionais com a perspectiva de viabilizar a universalização do acesso às políticas sociais. Temos a convicção que estas são mediações importantes na luta pela construção de uma nova sociabilidade, que assegure a emancipação humana?. :: CFESS Manifesta, 2009 :: democraciademocracia 4º princípio Defesa do aprofundamento da democracia, enquanto socialização da participação política e da riqueza socialmente produzida. ?Temos que (?) tomar a democracia como um ponto central de qualquer projeto que venhamos a construir. Esse valor é, talvez, o primeiro e o básico de todos aqueles que temos que defender; (?) democracia, entendida como a capacidade de controle real da população e da sociedade organizada sobre suas condições de produção e de vida?. :: João Machado :: (Livro Serviço Social e Ética, 1996) justiça social 5º princípio Posicionamento em favor da equidade e justiça social, que assegure universalidade de acesso aos bens e serviços relativos aos programas e políticas sociais, bem como sua gestão democrática. ?A justiça, tal como a democracia e a liberdade, pressupõe a dignidade de cada um e os direitos do outro; solicita, por conseguinte, a reciprocidade e a equivalência, a partir do reconhecimento da igualdade dos homens entre si?. :: Beatriz Paiva e Mione Sales :: (Livro Serviço Social e Ética, 1996) diversidade 6º princípio Empenho na eliminação de todas as formas de preconceito, incentivando o respeito à diversidade, à participação de grupos socialmente discriminados e à discussão das diferenças. ?Garantir a objetivação da diversidade humana na vida cotidiana exige nova sociabilidade, capaz de estruturar relações de igualdade, pois são por meio das relações igualitárias, postas de forma real e concreta, que se descortinam possibilidades efetivas para que os indivíduos vejam sua diversidade tornar-se matéria-prima de um cotidiano com sentido e com liberdade?. :: Silvana Mara de Morais dos Santos :: (Anais do 3º Encontro Nacional CFESS/ CRESS, 2006) pluralismopluralismo 7º princípio Garantia do pluralismo, através do respeito às correntes profissionais democráticas existentes e suas expressões teóricas, e compromisso com o constante aprimoramento intelectual. ?O pluralismo de ideias, que seria o solo da liberdade, não deve ser tomado como um campo neutro. Ao contrário. É um campo em que têm lugar diferentes ideias, onde se tem uma direção que seria hegemônica. Portanto, trata-se de um campo de diálogo, mas também de embate de ideias, e não um campo de consenso, onde se tentaria homogeneizar ideias incompatíveis entre si?. :: Marlise Vinagre :: (Livro Serviço Social e Ética, 1996) projeto societário 8º princípio Opção por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária, sem dominação, exploração de classe, etnia e gênero. ?(?) uma análise rigorosa do capitalismo contemporâneo (?) sugere que sua dinâmica atual, para além de não resolver minimamente as suas contradições ?clássicas?, vem gerando toda uma série de novas problemáticas, novas contradições e antagonismos, novos impasses ? que exigem, para seu equacionamento e sua resolução, condições, instrumentos e intervenções que colidem com a estrutura mesma da ordem burguesa?. :: José Paulo Netto :: (Livro Serviço Social e Ética, 1996) articulaçãoarticulação 9º Princípio Articulação com os movimentos de outras categorias profissionais que partilhem dos princípios deste Código e com a luta geral dos trabalhadores. ?É importante ousar nas parcerias, pois não existe luta no serviço público sem aliança com os usuários e suas organizações de base?. :: Helena Silvestre (do MTST) :: (CBAS, 2010) ?Nosso compromisso ético e político nos coloca como profissionais (?) que buscam se articular aos movimentos sociais organizados em defesa dos direitos da classe trabalhadora e de uma sociedade livre e emancipada?. :: Ivanete Boschetti :: (Revista Inscrita 11, 2009) qualidadequalidade ?A maturidade teórico-ético-política é um processo dinâmico, permeado por polêmicas, debates e conquistada de forma coletiva, com envolvimento dos diferentes sujeitos que fazem a profissão. Merece destaque nesse processo o protagonismo das entidades nacionais da categoria ? Conjunto CFESS/CRESS, ABEPSS e ENESSO ? e sua direção democrática no cumprimento de suas agendas políticas e na interlocução com outros sujeitos coletivos no campo da esquerda, sem perder sua autonomia e capacidade de reflexão crítica. :: CFESS, 2009 :: (Apresentação do Livro em Comemoração ao Seminário da Virada) A qualidade dos serviços depende, principalmente, das possibilidades de sua realização, que são determinadas pela existência de condições necessárias (...) que envolvem desde recursos orçamentários para formulação e execução dos serviços, como também a garantia das condições de trabalho que possibilitem ao profissional exercer suas habilidades e atribuições?. :: CFESS Informa, 2009 :: 10º Princípio Compromisso com a qualidade dos serviços prestados à população e com o aprimoramento intelectual, na perspectiva da competência profissional. nãonão discriminardiscriminar 11º Princípio Exercício do Serviço Social sem ser discriminado, nem discriminar, por questões de inserção de classe social, gênero, etnia, religião, nacionalidade, orientação sexual, identidade de gênero, idade e condição física. ?A violência e a reprodução da exploração, das diferentes formas de opressão, discriminação e preconceito, associadas à criminalização dos pobres e da pobreza, revelam a face perversa da sociedade capitalista. Mas o tempo presente é também tempo de tecer a resistência e fazer valer as iniciativas de luta?. :: CFESS Manifesta, 2008 :: Lei deLei de regulamentaçãoregulamentação atribuições eatribuições e competênciascompetências ?O que hoje denominamos Projeto ético-político profissional é síntese de muitas gerações de profissionais, de lutas e contribuições de sujeitos individuais e coletivos que vivenciaram muitas ?viradas?, com conquistas que são patrimônio coletivo da categoria e da sociedade. (...) foi por meio dele que o Serviço Social brasileiro conquistou respeitabilidade e visibilidade social em nível nacional e internacional. Sua capacidade de análise crítica da relação entre capital e trabalho tem sido essencial na identificação de como as determinações classistas incidem nas respostas do Estado às expressões da questão social, na regulação dos direitos, na formulação das políticas sociais e na compreensão do Serviço Social na divisão sócio-técnica do trabalho. Tais elementos foram imprescindíveis para a aprovação da Lei de Regulamentação da profissão em 1993?. :: CFESS, 2009 :: (Apresentação do Livro em Comemoração ao Seminário da Virada) agenda 2011 :: assistente social Todas as ilustrações das divisórias desta Agenda são releituras de cartazes de filmes que, em algum momento, trazem em seu enredo elementos de referência aos princípios do Código de Ética do/a Assistente Social. As imagens e texturas utilizadas para criação das divisórias foram retiradas de banco de imagens (CG Textures e SXC). Em algumas ilustrações, foram utilizados recortes do próprio cartaz que inspirou a criação da divisória. A seleção de filmes é de Mione Apolinario Sales e as ilustrações são de autoria de Rafael Werkema. Janeiro :: Liberdade Estamira (de Marcos Prado, 2004, Brasil) :: Estamira, 63 anos de idade, trabalha há mais de duas décadas no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro. Ela sofre de esquizofrenia. Porém, carismática e maternal, lidera a pequena comunidade onde vive, formada por velhos que habitam o lixão. Fevereiro :: Direitos Humanos Carandiru (de Hector Babenco, Brasil, 2002) :: Ficção inspirada no livro do médico Drauzio Varella, em que conta seu trabalho de prevenção à AIDS na Casa de Detenção de São Paulo. Com a fama de "inferno na terra", Varella toma contato ali com situações de violência, superlotação, instalações precárias, falta de assistência médica e jurídica, etc. No entanto, testemunha também entre os detentos a solidariedade, organização e uma enorme vontade de viver. Babenco, depois de ?Pixote?, brinda o público brasileiro, mais uma vez, com seu talento em retratar o drama das ?instituições totais?. Março :: Cidadania Peões (de Eduardo Coutinho, Brasil, 2004) :: Documentário sobre a história de vida de trabalhadores da indústria metalúrgica do ABC paulista que tomaram parte no movimento grevista de 1979 e 1980, mas permaneceram em relativo anonimato. Eles falam de sua participação no movimento e dos caminhos que suas vidas trilharam a partir dali. O filme é, indiretamente, uma homenagem à liderança sindical de Lula, o metalúrgico que vai se tornar presidente do Brasil. O filme foi rodado no contexto da campanha presidencial de 2002. Abril :: Democracia Que Bom Te Ver Viva (de Lúcia Murat, Brasil, 1989) :: Vinte anos depois, como vivem as ex-presas políticas brasileiras?. Que bom te ver viva tem como eixo esta pergunta, que vai procurar responder entrevistando oito mulheres que enfrentaram a tortura e a prisão decorrentes do golpe de 1964. A atriz Irene Ravache realiza uma performance, cheia de delírios e fantasias, intercalando os depoimentos. Maio :: Justiça Social Cidade dos Homens (de Paulo Morelli, Brasil, 2007) :: Laranjinha (Darlan Cunha) e Acerola (Douglas Silva) são amigos, que cresceram juntos em uma favela do Rio de Janeiro. Ambos têm 18 anos. Acerola sente o peso do casamento e lamenta a paternidade precoce. Já Laranjinha move mundos e moinhos para conhecer o pai. Enquanto isso, o morro em que moram está sendo sacudido pelo mundo do tráfico, em razão de uma disputa de pontos de venda. Junho :: Diversidade Macunaíma (de Joaquim Pedro de Andrade, Brasil, 1969) :: Macunaíma é um herói preguiçoso, espirituoso, mas sem nenhum caráter. Nasceu na selva e de preto, virou branco. Depois de adulto, apaixona-se por uma índia e por amor vai atravessar o país em busca de um amuleto que pertencia a ela. Na companhia dos irmãos, Macunaíma vive várias aventuras na cidade grande, enfrentando vilões milionários, policiais, personagens de todos os matizes. Depois de tão tumultuada aventura urbana, ele regressa à selva, sem jamais se render à ?máquina do capital?. :: créditos imagens/resumo de filmes :: agenda 2011 :: assistente social Julho :: Pluralidade Janela da Alma (de João Jardim e Walter Carvalho, Brasil, 2002) :: Dezenove pessoas com distintos graus de deficiência visual, da miopia à cegueira, dão seu testemunho de como percebem o mundo. O escritor José Saramago, o músico Hermeto Paschoal, o cineasta Wim Wenders, o fotógrafo cego Evgen Bavcar, o neurologista Oliver Sacks, a atriz Marieta Severo, o vereador cego Arnaldo Godoy, entre outros, fazem revelações preciosas sobre o tema da visão. Em destaque: o significado de ver (ou não ver) num mundo saturado de imagens, mais o papel das emoções como elemento transformador da realidade. Agosto :: Projeto Societário Olga (de Jayme Monjardim, Brasil, 2004) :: Narra a história da judia alemã e militante comunista Olga Benário Prestes (1908-1942). Encarregada de acompanhar Luís Carlos Prestes ao Brasil para liderar a Intentona Comunista de 1935, Olga se apaixona por ele na viagem. Posteriormente, Getúlio Vargas vai deportá-la para a Alemanha, no contexto do nazismo. Setembro :: Articulação O sonho de Rose (Tetê Moraes, Brasil, 2000) :: Dez anos depois de filmar Terra para Rose (1987), premiado documentário sobre a ocupação de um latifúndio no Rio Grande do Sul por um grupo de lavradores rurais que inspirariam a criação do MST, a jornalista e diretora Tetê Moraes registra em o Sonho de Rose como vivem algumas das 1500 famílias que participaram da ocupação de 1987. Depois de lutas, enfrentamentos com a polícia e negociações com o governo, os/as trabalhadores acampados/as se tornam pequenos agricultores em cooperativas e associações. Outubro :: Qualidade Norma Rae (de Martin Ritt, Estados Unidos, 1979) :: Norma Rae, divorciada e mãe de duas crianças, é operária têxtil numa pequena cidade do sul dos Estados Unidos. Após a chegada de uma delegada sindical de Nova York, ela se lança num combate ao seu lado contra o patronato e apesar da hostilidade geral. Novembro :: Não discriminar, nem ser discriminado Morango e Chocolate (de Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabío, Cuba/Espanha/México, 1994) :: David, um estudante universitário e militante comunista, conhece Diego, um artista homossexual de gosto refinado, virtuoso apreciador da cultura e apaixonado por Cuba. Entre os dois floresce uma amizade capaz de enfrentar os preconceitos da sociedade e do regime cubano. Dezembro :: Lei de Regulamentação e Atribuições e Competências :: Ilustração criada originalmente para o folder-cartaz ?Serviço Social: conheça e valorize esta profissão?, do Conselho Federal de Serviço Social. Referências Bibliográficas :: BONETTI, D. et al. Serviço Social e Ética: Convite a uma nova práxis. São Paulo: Cortez, 1996. :: créditos imagens/resumo de filmes :: :: ficha técnica :: Miolo :: 378 páginas, 13x20cm, 2x2 cores em reciclato 75g/m 2 Diviórias :: 12 folhas, 13x20cm, 4x4 cores em reciclato 240g/m 2 Capa e contracapa :: Capa flexível, formato 20,5x34,5cm, 4x0 cores sendo: papel paraná 275g/m 2 com encadernação de reciclato 180g/m2 na frente e reciclato 180gm2 na guarda, ambos com laminação fosca Tiragem :: 3.500 exemplares Fotolito e impressão :: Didática Editora e Gráfica